sábado, 7 de novembro de 2009

Proteção Solar


Estes meses de dias ensolarados, é um convite para bronzear o corpo. Porém devemos ter alguns cuidados importantes para não sofrermos consequências desagradáveis.

A exposição excessiva ao sol contribui para:
  • Desenvolvimento do câncer de pele 
  • Envelhecimento precoce

Para prevenção destes efeitos, é importante:
  • Usar protetor solar com Fator de Proteção (FPS) de no mínimo 15, diariamente 
  • Evitar expor-se ao sol no período entre 10 e 16 horas 
  • Usar chapéu com abas, óculos escuros e roupas apropriadas

O sol faz bem à saúde, aproveite-o de forma correta!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O portal Plena Mulher é invadido por HACKERS

Durante a madrugada do dia (05 /11/09) o portal Plena Mulher foi invadido por hackers que desapareceram com algumas publicações.
 

Enquanto o provedor de hospedagem busca republicar os arquivos de back-up, a equipe de administração do portal e o webmaster trabalham para estabelecer novas medidas de segurança que minimizem as possibilidades de que situação semelhante volte a ocorrer.
Pedimos a todos os que acessarem o portal Plena Mulher neste período, que desconsiderem eventuais falhas que possam ser observadas.
Em breve estaremos com tudo 100% no ar novamente, e iremos comemorar publicando ainda esta semana uma nova entrevista de capa, desta vez com a vereadora de São Paulo e ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiêcia e Mobilidade Reduzida (SEPED), Mara Gabrilli.
Contamos com a compreensão e apoio de todos.

Equipe Plena Mulher

sábado, 31 de outubro de 2009

Opinião de um homem sobre o corpo feminino

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.
Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se tem forma de guitarra ... está bem.

Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas ... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.

As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas gays que odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los. Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem!
Para andar de cara lavada, basta a nossa.
Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto.
Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar estas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza ... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez!
Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.
Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas ... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado.
O corpo muda ... cresce.
Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que:
Quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes);
Quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre);
Quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade;
Quando tem que comprar algo que goste, compra;
Quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza.
São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa ... viveram!
O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-se! Cuidem-se!
Amem-se!
A beleza é tudo isso.
Autor: Paulo Coelho

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PELE À PELE


PAIXÃO ABRASADORA
ENVOLVENTE E INEBRIANTE,
ENFRENTA O MUNDO E A CONSCIÊNCIA,
COM CORAGEM INERENTE.

SÃO MOMENTOS ROUBADOS
ESTE AMOR APAIXONANTE,
DE PELE À PELE, ARDENTE
QUEIMANDO E SACIANDO.

CORPOS PELO IMÃ , ATRAIDOS,
SE ENCAIXANDO E SE AMANDO
ESCANDALOZAMENTE...
SE COMPLETANDO.

AS LÁGRIMAS ROLAM...DE DOR,
QUANDO TUDO CHEGA AO FIM
FALTA O CHÃO, CAI A ILUSÃO
QUANDO SE QUEBRA, O ELO DA PAIXÃO.

PREENCHER O GRANDE VAZIO,
DEIXAR A LÁGRIMA ROLAR,
ESPERAR O TEMPO PASSAR
E A VIDA...RECOMEÇAR.

Amarilis Pazini Aires

sábado, 24 de outubro de 2009

A mais pura verdade


A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...

E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.

Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...

Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A mulher separada e os filhos


Elas ainda assumem sozinhas os encargos com as despesas e decisões do dia-a-dia na criação deles

De tempos em tempos, os jornais publicam reportagens sobre a presença da mulher no mercado de trabalho e comprovam, através de pesquisas de órgãos conceituados como o IBGE, que muitas brasileiras estão chefiando a família. Chefiando a família entende-se, trabalhando duro e sozinha, sustentando os filhos e, às vezes, até os pais. Não que elas nunca tenham se casado, mas após a separação, os altos encargos pela criação das crianças acabam sobrando para elas. Quem de nós nunca ouviu as histórias de nordestinos que vêm para o sul em busca de emprego e simplesmente não voltam, deixando a família para trás?
Quando me separei meu filho tinha apenas quatro aninhos. Não se discutiu quem ficaria com a guarda, nem se cogitou procurar um juiz. Ele levaria o menino de 15 em 15 dias. Mas e a pensão? Bem, essa é outra história.
Uma vez ele ficou desempregado e não pagou um centavo durante um ano inteiro e a família dele nunca se manifestou. Em outra ocasião, ficou seis meses sem pagar a escola, no entanto, mentia para mim dizendo que a mensalidade estava em dia. Depois arranjou um emprego que trabalhava até aos domingos e deixou de ver o filho. No meio de todo esse processo, as obrigações tanto financeiras quanto afetivas pesaram bem mais sobre mim.
Nem preciso mencionar que minha vida pessoal foi prejudicada. Quando eu reclamava, ele dizia que poderia levar o pequeno para morar com ele, que a empregada do pai cuidaria pois tinha experiência como babá. Falava num covarde tom de ameaça, pois sabia que eu sofreria se ficasse longe do meu filho.
Mas o que tudo isso significa em termos práticos, no dia-a-dia? Quer dizer que era eu quem marcava e levava ao médico e também para realizar os exames. Era eu quem entrevistava motorista de van para levar pra escola, providenciava professora particular, matriculava na natação, no curso de inglês. Era eu quem levava à festinha do amigo, que se ocupava do presente, que saía para comprar remédios, roupas, calçados, material escolar. Era eu quem preparava a merenda, separava o uniforme, quem levava à excursão, que ia à reunião da escola, quem ensinava a andar de bicicleta. Deste detalhe, aliás, nunca me esqueço. Quando o pai vinha buscá-lo aos sábados nunca levava a bicicleta apesar dos meus pedidos. Deve ser porque daria muito trabalho, né?


Se eu pedia alguma ajuda, a ladainha era a mesma. "Estou trabalhando, não posso sair mais cedo, nem chegar mais tarde. Se eu perder meu emprego como vou te pagar a pensão?", dizia. Mas o interessante é que eu também trabalhava, e muito. E ainda tinha que dar conta de tudo da vida do menino. Graças a Deus, podia contar com a ajuda valiosa dos meus pais. Ele tinha apenas a cômoda tarefa de depositar o dinheiro na conta bancária, e nunca reconheceu a trabalheira que eu tinha. Somente depois de alguns e muito bate-boca, ele começou a se mobilizar um pouco. Assim mesmo, jamais ouvi um “Está precisando de alguma coisa?” Uma vez me disse: "Quem quis a separação foi você" e eu entendi o que aquela frase significava. Estava me punindo por não querer mais viver com ele. Típico comportamento de homem machista brasileiro. Como ele há muitos.
Tenho uma amiga que o ex-marido sequer deu um centavo a vida inteira para ajudar nas despesas. Na aula de yoga, há outro caso. Conheço pessoalmente um homem que preferiu não ter a carteira assinada, com todos os direitos trabalhistas garantidos por lei, porque teria de pagar pensão à mulher e aos filhos. Na minha família, um bem-sucedido profissional liberal não quis conviver com a filha após a separação, e só pagou pensão após ser intimado pela justiça. A modelo Adriana Bombom contou em depoimento feito a um livro lançado recentemente, que o pai abandonou a mãe 15 dias após ela e a irmã gêmea nascerem. As meninas acabaram em um orfanato. Penso que muitos homens ainda carregam aquele pensamento retrógrado de que quem quis ter o filho foi a mulher.

Tenho um amiga que passou o último ano morando na França e retornou ao Brasil mês passado. Contou que os franceses demonstram ser excelentes pais, pacientes e prestativos. Ela ficou impressionada com a quantidade de homens sozinhos cuidando de crianças pequenas, algumas ainda bebês, levando-as para a lavanderia, ao supermercado, aos parques. Não vejo isso no Brasil, porém, não tenho estatísticas que comprovem se os franceses são mais participativos. Mas se o que a minha amiga viu – e ela é uma das mães que criou um filho sozinha – tem algum respaldo moral, podemos dizer que os franceses têm muito o que ensinar aos homens brasileiros.


Crônica inédita de Denise do Egito, autora do blog Papo Calcinha, com exclusividade para o Plena Mulher

sábado, 17 de outubro de 2009

Dia do Médico - 18 de outubro



A cada vez que se aproxima o dia 18 de outubro, Dia do Médico, eu tenho certeza que gosto muito do que faço e que não saberia mais não ser médico. Mas, a cada ano, com a experiência de vida (pessoal e profissional) e com a vivência me descubro ainda tentando chegar lá. E a cada ano aprendo mais com professores dos cursos que participo (independente de sua idade), com meus mestres (esses mais experientes, porque só a vida nos propicia essa característica), e, especialmente, com meus pacientes.
Respeito, perseverança e humildade.
São 3 bons conceitos a se seguir, se é que já tenho “experiência suficiente” para dar alguma sugestão a quem quer se iniciar ou já está na vida médica: respeito, perseverança e humildade.
Respeito pelo paciente, pelo colega médico, respeito por si próprio, ciente de que temos muito que trocar com o mundo que nos cerca. Respeito pelo doente e também pela doença. Se não fosse por ela, será que ainda se investiria tanto em tempo para o desenvolvimento de novas técnicas, novos medicamentos?
Isso nos leva à perseverança. Tentativa e erro. Mais tentativa e erro. Até que tenhamos tentado e tenhamos acertado. Acertado no tratamento completo de quem nos procura. O conceito de saúde tem passado por transformações. A saúde, hoje em dia, não pode mais ser considerada apenas a ausência de doenças. Nossa técnica médica está em um estágio muito mais avançado do que nossas relações interpessoais, especialmente no que diz respeito à relação médico-paciente.
E aí chegamos à humildade. Só com o reconhecimento de nossas limitações e baseados no respeito teremos condições de, através de muita perseverança, chegarmos bem perto da busca do ideal que é a saúde com boa qualidade de vida de nossos pacientes. Assim como o jogador de futebol que, na certeza de que vai ganhar o jogo contra o último lugar do campeonato entra “de salto alto”, sem o devido respeito ao seu oponente e, não raramente se surpreende derrotado, o médico não pode menosprezar o seu adversário que ele julga quase derrotado: a doença.
Mas talvez, hoje em dia, prevenir, curar ou atenuar as doenças não sejam as únicas bases da atuação do verdadeiro médico. A informação é fundamental.
Já não podemos mais ficar restritos apenas aos pedestais de nossos consultórios ou de nossas salas de aula e não transmitir para as pessoas que utilizam nossos serviços o que sabemos. Evidente que não estou falando a respeito de dados meramente técnicos, mas sim a informação acessível, simplificada e facilmente compreensível. Uma vez informados, será muito mais completa a interação médico/paciente, favorecendo a atuação de ambos, no compromisso da promoção à saúde.
Somos co-responsáveis pela saúde, em seu mais amplo sentido.
E para isso, sendo um pouco mais cartesiano e realista, acho que podemos usar um pouco do que aprendemos na escola: os nossos sentidos.
Olfato: é preciso saber quando algo “não cheira bem” e respeitar nossos instintos. Eu acredito que não somos médicos por acaso. Alguém já disse que para sermos bons profissionais em qualquer área são necessários 10% de inspiração e 90% de transpiração, de estudos, de esforços.
Visão: temos que enxergar mais, melhor e observarmos o “ser humano” por trás do “doente” que nos procura. Não podemos jamais negligenciar essa dádiva que temos, como médicos, de ver, mais profundamente, o sofrimento de nossos pacientes e entender que nós nunca os curaremos, de fato, se não respeitarmos, humildemente, algo que não costumamos observar: a essência do ser.
Audição: sou homeopata e uma das colocações mais comuns, justificando os resultados obtidos por essa forma de tratamento, é a de que nós “escutamos e damos atenção em demasia” ao que o paciente tem a nos dizer. Fico sossegado, mas ao mesmo tempo preocupado, quando ouço essas “acusações”. Não deveriam todos os médicos escutar os males que afligem seus pacientes, tanto para lhes apaziguar um pouco a alma, quanto para entender que, muitas vezes, a doença não está totalmente em seu corpo e que nunca atingiremos nosso objetivo de cura apenas focando essa área do nosso “doente”?
Tato: será que estamos deixando de tocar, de examinar, nossos pacientes? A evolução tecnológica, trazendo cada vez mais exames “ultra-hiper-mega-blaster-modernos”, nos faz reféns dos laboratórios. Nós não cuidamos ou tratamos dos exames. Nós tratamos de pacientes e usamos, algumas vezes, exames complementares para confirmar ou direcionar melhor nosso diagnóstico. Aprendi no meu curso de formação que “a clínica é soberana”. E nada substitui o exame clínico.
Paladar: não há nada que substitua o sabor do dever cumprido. Não temos a onipresença, a onisciência e a onipotência (embora muitas vezes nos esqueçamos disso). Não há, no compromisso de qualquer profissional, a obrigação de acertar sempre. Erros acontecem. Mas o médico deve errar o menos possível. Ele não pode errar por falta de preparo, ele não pode errar por negligência, por falta de humildade ou de respeito ao seu paciente.
Mas, o médico, além, desses cinco sentidos, precisa buscar mais, para poder se manter e triunfar na sua profissão: ética, responsabilidade, carinho, amor, atenção, afeto, cuja fábrica não é um laboratório, mas sim o ser humano. 
Que esse dia 18 de outubro seja um marco a mais na direção dessa mudança.

Dr. Yechiel Moises Chencinski é colunista do Plena Mulher.


* DR.YECHIEL MOISES CHENCINSKI: Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dr. Yechiel é especialista em pediatria pela Santa Casa de São Paulo e em homeopatia pelo Centro de Estudos, Pesquisa e Aperfeiçoamento em Homeopatia (CEPAH). Dr. Yechiel também é autor dos livros “Homeopatia mais simples do que parece” (Pólen Editorial, 2007) e "Gerar e Nascer - um canto de amor e aconchego"  (Pólen Editorial, 2008).

domingo, 11 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil


O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense, era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.
A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.
Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. O seu santuário localiza-se na cidade de Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente no dia 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Plenitude

Estar só com sua mente
sentir-se tão aderente
é como voar sem altitude
em sua própria plenitude.

Levar seu próprio pensamento
vaguear numa inconstante
buscar arfante o momento
olhar o todo derrepente.

Viver o sonho oprimido
pintar o mundo colorido
sentir o instante infindo
transpor o tempo proibido.

Abrir a cena retida
vibrar a vida contida
de uma emoção escondida
de uma imposição antiga.

Amarilis Pazini Aires

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Curitiba - Cidade linda e amorosa da terra de Guairacá


Curitiba é a capital do Paraná, um dos três Estados que compõem a Região Sul do Brasil. Sua fundação oficial data de 29 de março de 1693, quando foi criada a Câmara. No século XVII, sua principal atividade econômica era a mineração, aliada à agricultura de subsistência. O ciclo seguinte, que perdurou pelos séculos XVIII e XIX, foi o da atividade tropeira, derivada da pecuária. Tropeiros eram condutores de gado que circulavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, conduzindo gado cujo destino final eram as Minas Gerais.
No final do século XIX, com o ciclo da erva-mate e da madeira em expansão, dois acontecimentos foram bem marcantes: a chegada em massa de imigrantes europeus e a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, ligando o Litoral ao Primeiro Planalto paranaense.
Os imigrantes, ao longo do século XX, deram nova conotação ao cotidiano de Curitiba. Seus modos de ser e de fazer se incorporaram à cidade que hoje são bem curitibanas festas cívicas e religiosas de diversas etnias, dança, música, culinária, expressões e a memória dos antepassados. Esta é representada nos diversos memoriais da imigração, em espaços públicos como parques e bosques municipais.
A "mítica imigrante do trabalho" (observação do poeta Paulo Leminski, falecido no século passado) aliada a gestões municipais sem quebra de continuidade, acabou criando uma Curitiba planejada - e premiada internacionalmente, em gestão urbana, meio ambiente e transporte coletivo.
A capital do Estado do Paraná, formada num altiplano 934 metros acima do nível do mar, carente de marcos de paisagem oferecidos pela natureza, acabou criando suas principais referências pela ciência e pela mão humana.
No século XX, no cenário da cidade planejada, a indústria se agregou com força ao perfil econômico antes embasado nas atividades comerciais e do setor de serviços. A cidade enfrentou, especialmente nos anos 1970, a urbanização acelerada, em grande parte provocada pelas migrações do campo, oriundas da substituição da mão-de-obra agrícola pelas máquinas.
Curitiba enfrenta agora o desafio de grande metrópole, onde a questão urbana é repensada sob o enfoque humanista de que a cidade é primordialmente de quem nela vive. Seu povo, um admirável cadinho que reuniu estrangeiros de todas as partes do mundo e brasileiros de todos os recantos, ensina no dia-a-dia a arte do encontro e da convivência. Curitiba renasce a cada dia com a esperança e o trabalho nas veias, como nas alvoradas de seus pioneiros.


Homenagem as nossas leitoras de Curitiba